segunda-feira, 23 de agosto de 2010

SESMARIA DO CAPITÃO FRANCISCO DE OLIVEIRA TOLEDO

Uma sesmaria com grande extensão territorial foi dada ao Capitão Francisco de Oliveira Toledo.
Na divisão da imensa faixa de terra, a área localizada do sul da ribeira do rio Apodi e nas vizinhanças do riacho do Peixe ficou nas mãos de João de Freitas da Cunha, que, por sua vez, deixou tudo a título de herança para Domingos Freitas da Cunha, seu irmão. Posteriormente o novo herdeiro vendeu as terras para Manoel Barbosa de Freitas que implantou uma fazenda na localidade. Mas a povoação só foi de fato iniciada quando Manoel Barbosa de Freitas doou a fazenda para seu sobrinho Manoel Pereira Monteiro.
Em 1735, foi erguida a capela de Nossa Senhora do Ó por iniciativa de Manoel Pereira e seus filhos. Na época já era acentuada a movimentação nas margens do rio Espinharas ocasionando o crescimento do núcleo populacional da localidade de Serra Negra. Este nome refere-se a impressão dada pela espessa vegetação primitiva na área, muito escura e ensejando um contorno serrano. Foi nesse período de crescimento da fazenda e de organização populacional que o famoso
Francisco Solteirão, filho de Manoel Pereira, conhecido por sua religiosidade, decidiu transferir todo o patrimônio construído com muito trabalho ao longo dos anos para o domínio da igreja.
Em 3 de agosto de 1874, pela Lei nº 688, Serra Negra do Norte desmembrou-se de Caicó e tornou-se município do Rio Grande do Norte, sendo instalado no dia 21 de maio do ano seguinte. Serra Negra teve sua sede administrativa transferida para São João do Sabugi em 27 de maio de 1932, voltou à sua localização histórica no dia 13 de dezembro de 1935, adquiriu foros de cidade em 29 de março de 1938, pelo Decreto nº 457.